ORÁCULOS E TERAPIAS

domingo, 10 de agosto de 2014

ALMÍSCAR

Nome científico:
Malva moschata L.

Família:
Malvaceae.

Sinônimos botânicos:
não encontrados.

Outros nomes populares:
malva-almiscarada. musk mallow (ing), mauve musquée (fr).

Constituintes químicos:
ácido ascórbico, -caroteno, cálcio, ferro, fósforo, mucilagem, riboflavina, tiamina, malvina, malvidina.

Propriedades medicinais:
antiinflamatória, aperiente, expectorante, galactagoga.

Indicações:
inapetência, problemas estomacais e intestinais, tosse, gastrite, aumentar o leite nas lactantes, inflamações na boca, gengivas e garganta, abscessos de queimaduras.

Parte utilizada:
folhas, flores.

Contra-indicações/cuidados:

Efeitos colaterais:

Modo de usar:
na forma de enxágües, é usado para tratar e curar abscessos de pequenas queimaduras.

Algumas espécies do gênero:
Malva

ALPÍNIA

Nome científico:
Alpinia galanga (L.) Willd.

Família:
Zingiberaceae.

Sinônimos botânicos:
Alpinia calcarata Roscoe, Languas galanga (L.) Stuntz.

Outros nomes populares:
galanga, gengibre-selvagem; galangal,

Nome em outros idiomas:
greater galangal (ing), galanga (esp, fr, ital.); galanga grande (casteliano), saphed-panaki-jhad (hindu), hung-tou-k’ou (chin).

Constituintes químicos:
galangol, taninos, amido, gingeroles, galangina, cálcio, beta-careoteno, proteínas, tiamina, resina, Óleos essenciais (0,6-1%): pineno, cineol, eugenol, sesquiterpenos, metil
canferol.
Fenilalquilcetonas: gingeroles (substancias picantes).
Compostos flavónicos: galangina, alpinina.

Propriedades medicinais:
antiespasmódica, antiinflamatória, aperiente, aromático, bactericida, digestivo, estimulante, expectorante.

Indicações:
anorexia, dispepsias hiposecretoras e flutulentas, distúrbios estomacais, falta de apetite, gastrite, inflamação dos tecidos celulares, astenia, convalecencia.
Popularmente usado em: dismenorreas, prevenção de vómitos e enjoos e, mascado, contra as odontalgias.

Parte utilizada:
rizoma.

Contra-indicações/cuidados:

Efeitos colaterais:

Modo de usar:
- Infusão a 3%, uma taça media uma hora antes das refeições.
- Extracto fluido (1:1): 10 a 20 gotas, antes das refeições.
- Tintura (1:10): 20 a 40 gotas, antes das refeições.

Algumas espécies do gênero:
Alpinia.

ALQUEMILA

Nome científico:
Alchemilla vulgaris L.

Família:
Rosaceae.

Sinônimos botânicos:
Alchemilla vulgarissubsp. xanthochlora (Rothm.) O. Bolos & Vigo, Alchemilla xanthochlora Rothmal, Alchemilla monticola.

Outros nomes populares:
pé-de-leão, alquemila;

Nome em outros idiomas:
pie de léon (esp); alchemile (fr); ladies mantle(ingês); alcemila (ital.); alquemila e pie de león (casteliano).

Constituintes químicos:
ácidos palmítico e esteárico, ácido salicílico, f lavonoides, fitosterol, sapon o s í d e os, taninos gálicos e elágicos.

Propriedades medicinais:
tônica, adstringente (antidiarréico, hemostático, cicatrizante-reepitelizante), bactericida; refrescante, antipirético, analgésico, diurético, cicatrizante, regulador da circulação (venotônico, vasoprotetor), antiesclerótico.

Indicações:
afecções urinárias (cistite, ureterite, uretrite, oligúria, urolitíase), anexite, aumentar a resistência capilar, conjuntivite, contusões, dermatite, diabete, diarréias, dismenorréia, dor de cabeça (por má digestão), edemas, eritema, estria, faringite, febrites, feridas, gota, gripe, hemorróidas, hidropisia abdominal, hiperazotemia, hiperuricemia, hipertensão arterial, melhorar a elasticidade das veias, metrorragias, parodontopatias, prurido, reduzir a permeabilidade capilar, resfriado, ulceração dérmica, ulceração corneana, úlcera varicosa, varizes, vulvovaginite.

Parte utilizada:
parte aérea.

Contra-indicações/cuidados:
gastrite, úlcera gastroduodenal. Os taninos podem irritar a mucosa digestiva. Para diminuir este risco associar a drogas demulcentes, como o malvaisco; Hipertensão, cardiopatia e insuficiência renal, só sob prescrição e controle médico, ante o perigo de produzir uma descompensação tensional.

Efeitos colaterais:
possível irritação de mucosas e hipotensão.

Modo de usar:
Uso interno:
- infusão por 20 minutos, 50g de folhas de alquemila em um litro de água fervente. Tomar duas ou três xícaras por dia: anexite;
- infusão de 50g de folhas de alquemila em um litro de água fervente, deixando repousar por 25 minutos. Tomar duas ou três xícaras por dia: dismenorréia;
- infusão de 60g de folhas de alquemila em um litro de água fervente por 20 minutos. Tomar três xícaras por dia: dor de cabeça (provocada por má digestão), hidropisia abdominal;
Obs.: dê preferência quando for fazer uso interno, por fazê-lo antes das refeições.
Uso externo:
- compressas, lavagens, colutórios, gargarejos, irrigações vaginais;
- infusão de 60g de folhas de alquemila em meio litro de água fervente. O líquido morno em compressas e lavagens, várias vezes ao dia. Evita inflamação causada por contusões e pancadas;
- decocção de 80g de folhas de alquemila em um litro de água, ferver por dez minutos. Empregar o líquido em compressas e lavagens: úlcera varicosa.

Algumas espécies do gênero:
Alchemilla.

ALQUEQUENJE

Nome científico:
Physalis alkekengi L.

Família:
Solanáceas.

Sinônimos botânicos:
Não encontrados.

Sub-espécies:
Physalis alkekengi var. alkekengi, Physalis alkekengi var. anthoxantha H. Lév., Physalis alkekengi var. francheti (Mast.) Makino, Physalis alkekengi var. glabripes (Pojark.) Grubov, Physalis alkekengi var. orientalis Pamp.

Outros nomes populares:
erva-noiva, cereja - de - judeu, cereja-de-inverno, groselheira- do -cabo, erva-pedra, erva- das -serpentes, maçã -do- amor.

Constituintes químicos:
Fisialinas (princípios amargos de natureza esteroídica); fisialeno (carotenoide); ácido cítrico; traços de vitamina C.

Propriedades medicinais:
depurativo, diurético, laxante suave, refrescante.

Indicações:
atonia intestinal, bexiga, febre, fígado, gota, intestinos.
Estados em que se requeiram um aumento das diureses: afecções geniturinárias (cistites, ureterites, uretrites, pielonefrite, urolitíase), hiperuricemia, gota, hipertensão arterial, edemas, sobrepeso acompanhado de retenção de líquidos. .

Parte utilizada:
frutos maduros

Contra-indicações/cuidados:
No prescrever extratos alcoólicos a menores de dois anos nem a pacientes em processo de reabilitação etílica.

Efeitos colaterais:
O uso de diuréticos em presencia de hipertensão ou cardiopatias, só deve ser feito por prescrição e controle médico, dada a possibilidade de aparecimento de uma descompensação da pressão arterial, á eliminação de potássio é considerável.
Ter em conta o conteúdo alcoólico do extrato fluido, da tintura e do xarope.

Modo de usar:
- Decoção: 50 g por litro. Ferver 5 minutos, infundir durante deis. Beber durante o dia.
- Polvo: uma g, una a três vezes ao dia.
- Extrato fluido (1:5): 30-50 gotas, dos o três vezes al dia.
- Tintura (1:5): 50-100 gotas, una a três vezes al dia.
- Xarope (10% de extrato): Uma colher de sopa, três vezes ao dia, após as refeições.

Algumas espécies do gênero:
Physalis

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ALFACE

Nome científico:
Lactuca sativa L.

Família:
Asteraceae.

Sinônimos botânicos:
Lactuca scariola var. sativa Moris

Nomes em outros idiomas:
grüner Salat (alem.), lechuga (esp), laitue (fr), lettuce (ing), lattuga coltivata (ital.), leituga (português de Portugal).

Constituintes químicos:
óleo essencial, albumina, vitaminas A e C, cálcio, fósforo e ferro.

Propriedades medicinais:
antiácida, anti-reumática, calmante do estômago e do sistema nervoso, diurética, eupéptica, laxante (leve), rejuvenescedora, sonífero.
Lactucário (leite da alface, mais abundante quando penduada): lactucina, mannita, asparagina, albumina, resina, cera, sais minerais.

Indicações:
agitação, conjuntivite, espermatorréia, hipocondria, insônia, iquerícia, nevralgia intestinal, nervos, palpitação do coração, priapismo, reumatismo, tosse, tensão nervosa, vertigem, nevralgia intestinal.

Parte utilizada:
folhas, talos, raiz, leite extraído da planta florescente.

Contra-indicações/cuidados:
não encontrados na literatura consultada.

Efeitos colaterais:
não encontrados na literatura consultada.

Modo de usar:
- suco cru e o chá das folhas, talos e raizes, em descanso noturno: sonífero, calmante do estômago e do sistema nervoso, béquico e iquerícia;
- sumo da alface: em loções e cremes: rejuvenescer e acalmar a pele, aliviar queimaduras de sol na pele;
- lactucário (leite): propriedades hipnóticas, icterícia;
- cataplasma: ferver algumas folhas de alface em pouca água, por cinco minutos. Deixar amornar e untar as folhas com azeite de oliva, estendendo-as sobre uma gaze. Aplicar sobre a região atingida, para evitar inflamações: contusões, inchaços, pele irritada e avermelhada;
- decocção: cozinhar 60g de folhas de alface em meio litro de água. Filtrar o líquido, quando morno. Tomar três cálices ao dia: laxativo branco, insônia;
- infusão das folhas: tranquilizante, tosse, afecções da pele, emoliente, antireumático, sonífero, nevralgias intestinais, irritações do intestino, digestivo, laxativo suave, vertigens;
Uso externo: - suco das folhas, em contusões e amaciante da pele;

Algumas espécies do gênero:
Lactuca.