ORÁCULOS E TERAPIAS

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ALFAFA

Medicago sativa

Família: 
Leguminosas

Partes usadas: 
Folhas e sementes.

Características: 
Herbácea que atinge até 80 cm de altura, com raizes, rizoma e caule compridos. De folhas ovais e dentadas, suas flores são amarelas ou violetas, pequenas e dispostas em cachos.

Nomes Populares
 alfafa-de-flor-roxa, alfafa-verdadeira, melga-dos-prados.

Princípios Ativos: 
Rica em beta-caroteno, vitaminas C, D, E e K; cálcio, potássio e ferro.

Propriedades: 
Analgésico, diurético (frutos) e antiespasmódico.

Indicações: 
Eacute; uma das plantas mais usadas pela indústria para a obtenção da vitamina K e clorofila. É indicada nos casos de anemia e deficiência em vitamina K e cálcio. Nesses casos, usa-se o chá e o suco das folhas.

Toxicologia: 
Quando consumida fresca causa distúrbios tais como inchações e inflamações internas.

ALFARROBA

Nome científico:
Prosopis juliflora (Sw.) DC.

Família:
Mimosaceae.

Sinônimos botânicos:
Acacia cumanensis Humb. & Bonpl. ex Willd., Acacia juliflora (Sw.) Willd., Acacia salinarum (Vahl) DC., Algarobia juliflora (Sw.) Heynh., Desmanthus salinarum (Vahl) Steud., Mimosa juliflora Sw., Mimosa piliflora Sw., Mimosa rotundata Sessé & Moc., Mimosa salinarum Vahl, Neltuma bakeri Britton & Rose, Neltuma juliflora (Sw.) Raf., Neltuma occidentalis Britton & Rose, Neltuma pallescens Britton & Rose, Prosopis bracteolata DC., Prosopis chilensis (Molina) Stuntz, Prosopis cumanensis (Humb. & Bonpl. ex Willd.) Kunth, Prosopis domingensis DC., Prosopis dulcis var. domingensis (DC.) Benth., Prosopis vidaliana A. Naves ex F. Villar.

Outros nomes populares:
alfarrobeira, algaroba, algarrobo, goma-de-mesquite; mesquite (ing).

Constituintes químicos:
Segundo estudos realizados verificou-se que 100g de vagens, proporcionavam 333 calorias, 13g de água, 16g de proteínas,3,2g de gorduras, 65,8g de hidratos de carbono, 108g de fibra bruta, 3,3g de cinzas, 450mg de cálcio, 627mg de fósforo e 6,6mg de ferro, alem de 0,33mg de vitaminas B1 e 2,6mg de vitamina B6.

Propriedades medicinais:
adstringente, afrodisíaca, laxante.

Indicações:

Parte utilizada:
Vagens, folhas, resina.

Contra-indicações/cuidados:

Efeitos colaterais:

Modo de usar:

Algumas espécies do gênero:
Prosopis

Curiosidades:
A ALGAROBEIRA é uma essência rústica, xerófila, cresce rapidamente da beira-mar até os 700 m de altitude, Resiste a solos pobres, pedregosos e secos, tem grande poder de recuperação e expansão, ocupa com rapidez qualquer área, adapta-se muita bem a região semi-árida, produz sombra e pela delicadeza de suas folhagens também é ornamental. O seu valor é extraordinário. Com 6% a 7 % de tanino, é usada nos curtumes, laboratórios farmacêuticos, como mordentes, exsuda uma resina amarela sucedânea da goma-arábica
AS VAGENS
O uso das vagens da algaroba na alimentação humana data desde do descobrimento quando os espanhóis chegaram a América do sul, e encontraram os índios utilizando os frutos da algarobeira na alimentação, principalmente nas regiões semi-desérticas que se estendem do sul do equador ao centro do Chile e da Argentina (FIGUEIREDO, 2003).
A parede dos frutos da algarobeira contém sacarose e outras substanciam que se transformadas em farinha pode ser utilizada na fabricação de bolos, Paes, biscoitos, geléias, mel, pudins, sopas etc, com alto teor nutritivo. A madeira é um material de construção utilizada pelo homem desde épocas pré-históricas. Até o século passado. a pedra e a madeira, combinando-se freqüentemente esses dois materiais, eram utilizados para a construção das mais importantes e majestosas obras de engenharia. Mesmo assim, somente a partir da primeira metade do século XX, foram estabelecidas teorias científicas aplicadas as estruturas de madeira. A grande quantidade de madeira consumida na região Nordeste é oriunda da Amazônia e, portanto, de custo elevado, devido ao transporte, o que, em alguns casos, inviabiliza o seu uso frente a outros materiais como aço e concreto. A escassez cada vez mais acentuada de madeira, determinada pelas criminosas devastações e uso irracional do solo, também a coloca em desvantagem na concorrência com outros materiais de construção. A algarobeira, uma essência arbórea com alto percentual de cerne ou durâmen em seu tronco e a grande resistência e rigidez, não foi introduzida no Brasil com a finalidade de servir de planta fornecedora de madeira para construções. Porém, essa essência xerófila, altamente resistente a seca, mostrou uma excelente capacidade de adaptação edafoclimáticas e , dependendo das condições de como poderá vir a ser manejada, terá condições de suprir parte das necessidades madeireiras da região, barateando o consumo, uma vez que a proximidade da região do plantio com a de uso final diminuirá consideravelmente a parcela de transporte no custo final da madeira. Embora possua um caule retorcido e não seja bastante linheira, o que poderá impossibilitar o seu uso em grandes estruturas, é possível a obtenção de uma melhor linearidade no desenvolvimento do seu tronco a partir de um conjunto de métodos de manejo como o tutoramento, espaçamento, desbaste, poda, raleio, etc. Até agora essa espécie tem sido plantada no nordeste brasileiro da forma mais irracional possível e é evidente que ela não terá condições de, dessa forma, responder a parte das necessidades madeireiras das populações, nem exteriorizar as suas potencialidades genéticas (GOMES, 1999). Portanto de acordo com Gomes (1999), em seu trabalho sobre características tecnológicas da algarobeira, a algarobeira possue uma madeira de excelente qualidade, principalmente no que diz respeito as suas características tecnológicas, se equiparando às tradicionais e conceituadas madeiras de uso corriqueiro na construção civil.
Na industria pode ser aproveitada na produção de álcool, bebidas (aguardente, licor, vinho, café, mel, vinagre.). A exemplo de alguns países andinos onde fabricam-se bebidas tais como: aloja, chicha, etole, algarobina (fortificante) estomacal e afrodisíaca (CAMPELO, 1987). Da semente de algaroba também é extraída uma importante e valiosa matéria prima agroindustrial (goma LBG e Guar) um hidrocolóide usados amplamente na formulação de sorvetes, queijos, molhos, iogurtes, etc.
No reflorestamento a algarobeira é uma excelente essência florestal para o semi-árido do nordeste. Importante para evitar a erosão e a desertificação, se cultivada de forma planejada e orientada, resiste a seca, é de fácil fixação, cresce rápido, produz madeira de qualidade, lenha, carvão vegetal, mourões, ripas, caibros, dormentes, etc. no entanto o mais importante é a função de fertilizar o solo através do nitrogênio do ar fixados pelas bactérias do gênero Rhizobium (BARROS, 1982).
As cidades do semi-árido são geralmente muito quentes e devem ser arborizadas com algarobeira pois conserva as folhas durante todo o ano tornando-as mais frias e agradáveis. Na apicultura as flores da algarobeira são muito melíferas. A produção de mel pode chegar até 400kg / hectare ano (CAMPELO, 1987).
A algaroba não é uma planta nativa do Brasil. No entanto, devido a sua excelente adaptação às regiões áridas e semi-áridas, é encontrada em todos os estados do nordeste brasileiro.
Face às dificuldades encontradas, nos períodos de estiagem dessas regiões, podemos afirmar que seria impossível, para o homem do campo, sobreviver sem a algaroba. Suas vargens são palatáveis, aromáticas lembrando baunilha, e doces em função do elevado teor de sacarose, que pode chegar a 30%.
Esse altíssimo teor de açúcares fermentescíveis, associado aos altos níveis de nitrogênio favorece os processos de biotransformação no caldo doce extraído de suas vagens, viabilizando os processos tecnológicos de produção de bebidas fermento destiladas.
AGUARDENTE DE ALGAROBA
A primeira aguardente de algaroba bidestilada e envelhecida em barris de carvalho do mundo, produzida a partir da propagação natural de leveduras propagadas no caldo extraído das vagens da algarobeira, através de processos controlados de biotransformações. Diferencia das outras aguardentes, por apresentar características organolépticas especiais, tais como: aroma agradável de conhaque, uma coloração dourada e transparente e um sabor levemente suave, deixando um hálito perfumado na boca após sua ingestão.
Devido aos excelentes resultado apresentados pela bebida a nível de laboratório, o produto já foi patenteado e o projeto para produzir em escala industrial já está em andamento
Sua proteína é de qualidade e digestibilidade razoáveis equiparando-se às da cevada e do milho.
Dessa forma, torna-se necessário o aprofundamento dos estudos sobre a exploração, aproveitamento e transformação das suas potencialidades, as quais servirão de base para o desenvolvimento e implantação, nas regiões castigadas pela seca, de sistemas de produção visando a fixação do homem no seu habitat.
Dentro deste contexto e considerando as múltiplas aplicações e usos das suas vagens como alimento desde da pré-história por populações em regiões semi-áridas e áridas do planeta.
A ociosidade generalizada dos jovens, o envolvimento com drogas, a miséria no campo, falta de perspectivas dos produtores, a carência de alimentos e o estado de desertificação que ora avança sobre o semi-árido desprotegido, por si só, já justificaria um estudo minucioso e profundo para aproveitamento racional desse recurso natural disponível com seus frutos aromáticos e doces caindo naturalmente em abundância, no meio caatinga seca.
Espera-se o aprofundamento dos estudos, no sentido de aperfeiçoarmos o processo de aproveitamento das suas vagens na produção em escala industrial de aguardente e outros produtos alimentícios, que a partir do resíduo obtido após a extração do caldo utilizado no processo de obtenção da aguardente, que venha a justificar o seu cultivo de forma planejada, agregando valor econômico a cultura, gerando emprego e renda e criando oportunidades de novos empreendimentos para estas regiões.

ALFARROBEIRA

Nome científico:

Ceratonia siliqua L.

Família:
Fabaceae.

Sinônimos botânicos:

Outros nomes populares:
ceratonina, siliqua,

Nomes em outros idiomas:
garrover. garrofer, algarrobo, carob, locust tree.

Constituintes químicos:
- Polpa(farinha): Açúcar (20-30%): glucosa, sacarosa, fructosa; pectina, proteínas, graxas, ácidos benzóico e fórmico, mucílago, taninos.
- Sementes (Goma): galactomananas (90%).

Propriedades medicinais:
- A farinha extraída da polpa é astringente, antidiarréica.
O fruto verde é utilizado popularmente como antifúngicida.
-A"goma", por sua riqueza em galactomananas tem um efeito seqüestrante (forma um gel viscoso que retarda a absorção de lípidos e glúcidos), um efeito voluminizante (aumenta a refleção do estómago) e um efeito laxante emoliente, por seu mucílago, hipertensor, laxante, sedativo.

Indicações:
- Farinha:
diarreias, gastrites, úlceras gastroduodenal, vómitos infantis.
- "Goma":
laxante e coadjuvante em tratamentos de emagrecimento, diabetes e hiperlipemias, prevenção da arterioesclerosis, enfermidades de brônquios, hiperacidez gástrica, sistema nervoso.

Parte utilizada:
Os frutos: polpa seca e sementes ("goma de garrofín")

Contra-indicações/cuidados:
Obstrução intestinal, íleo, estenosis esofágica pilórica ou intestinal.

Efeitos colaterais:
Al reducir la asimilación intestinal de glúcidos, el médico deberá tener en cuenta la necesidad de reajustar las dosis de insulina, en los pacientes con diabetes insulinodependiente. Tener en cuenta que también se puede reducir la absorción intestinal de otras medicaciones como: penicilina o sales de litio.

Modo de usar:
Pulpa:
- Cozimento de farinha com agua, leite, papinhas.
- Extrato fluido (1:1): 50 gotas, trez vezes ao dia.
"Goma de garrofín":
- Cápsulas: 500 a 1.500 mg, media hora antes das refeições, acompanhadas de abundante ingestão de agua ou suco.

Algumas espécies do gênero: Ceratonia.

ALFAVACA

Nome científico:
Ocimum basilicum L.

Família:
Labiadas

Sinonímia popular:
Mangericão

Nome em outros idiomas:
Basilicão (ital)
Albahaca(esp)
Petit basilic (Fr.)

Principios ativos:
Azeite essencial (0,04 a 0,7 %), rico em estragol e metilcavicol (87%), linalol (75% em alguns quimiotipos), cineol, eugenol (20%), acetato de linalilo. Saponócidos. Flavonoides: quercetrósido, kenferol , esculósido. Acido caféico.

Propriedades terapêuticas:
O azeite essencial produz um efeito aperitivo, digestivo, carminativo, espasmolítico, antitusivo, ligeramente sedante, diurético, galactagogo e, em uso externo, antiséptico, analgésico e cicatrizante, estimulante

Indicações terapêuticas:
Inapetencia, dispepsias hipo ou hipersecretoras, meteorismo, espasmos gastrointestinais, tosse irritativa, enjaquecas, parasitosis intestinais.
A nivel externo: faringites, feridas, eczemas, inflamações osteoarticulares, dores musculares, banhos aromáticos

Contra indicações:
Salvo indicação expressa, recomendamos absterse de prescreverr azeites essenciales por vía interna durante a gravidez, a lacção, a menores de seis anos e a pacientes com gastrites, úlceras gastroduodenales, síndrome de intestino irritavel, colitis ulcerosa, enfermedade de Crohn, hepatopatías, epilepsia, Parkinson e outras enfermidades neurológicas.

Precauções:
Ter em conta o conteúdo alcoólico do extrato fluido e da tintura.
O azeite essencial de alfavaca é irritante das mucosas e, em doses elevadas pode ser neurotóxico.

Informações complementares
Ocimum minimum (Linneo) Planta cultivada nos jardins. Folhas numerosas, agudas e obtusas. Flores pequenas, brancas. Cheiro aromático. Também conhecida por alfavaca cheirosa.

Modo de usar:
Uso interno:
- Infusão: uma colher de chá para 200ml , trezvezes ao dia, após as refeições.
- Azeite essencial: 2 a 3 gotas, duas ou trez vezes ao dia, ou em cápsulas (25 a 50 mg/cápsula): 2 ou 3 cápsulas ao día, após as refições.
Uso externo:
- Macerado: loções, compresas.
- Azeite essencial, puro ou em solução alcohólica ou oleosa, aplicado em forma de fricção.

ALFAZEMA

Nome científico:
Lavandula officinalis Chaix & Kitt.

Família:
Labiatae

Sinonímia popular:
Lavanda lavândula-da-tunisia. lavante.

Parte usada;
Flores

Propriedades terapêuticas:
Anti-séptico, tônico, antiespasmódico, calmante, digestivo, antibacteriana, carminativa, revulsiva

Princípios ativos;
Óleos essenciais (acetato de linalilo e linalol), taninos 12%, cumarinas, princípio amargo, saponina ácida, resina

Indicações terapêuticas:
Reumatismo, nevralgias, hemicrania, excitação nervosa, insônia, vertigens, contusões, feridas, inapetência, má digestão, asma, coqueluche, faringite, laringite, depressão, cistites, enxaquecas, bronquite, corrimento vaginal, prurido vaginal, sarna, piolho

Informações complementares:

Variedades utilizadas:
Lavandula angustifólia Mill, Lavandula officinalis Chaix, Lavandula spica L., Lavandula Vera DC., Lavandula vulgaris Lam.

Nome em outros idiomas:
alemão (lavendel), inglês (lavender), francês (Lavende), italiano (lavanda).

Propriedades terapêuticas:
anti-séptico, tônico do sistema nervoso, antiespasmódico, calmante dos nervos, digestiva, antibacteriana, carminativa, favorece o fluxo biliar. Para o uso externo:ligeiramente revulsivo, sendo empregada no reumatismo. anti-microbiano, digestivo, estimulante, tônico nervoso. : anti-séptico, aromatizante do cabelo, calmante suave, calmante dos nervos, cicatrizante, diurético, estimulante, estimulante mental, hipnagogo, relaxante muscular, tônico do estômago

Usos medicinais:
nevralgias, hemicrania, excitação nervosa,insônia, vertigens, contusões, feridas, inapetência, má digestão, asma, coqueluche, faringite e laringite. espasmo, vômito. abatimento, artrite, contusão, depressão, desmaio, doença respiratória (asma, bronquite, catarro, gripe), enjôo, enxaqueca, espasmo, fraqueza cardíaca, gases, gripe, limpa/amacia/acalma a pele, insônia, leucorréia, picada de inseto, queimadura, resfriado, reumatismo, sinusite, tensão nervosa, tosse, vertigem.

Dosagem indicada:
Asma, bronquite, tosse, catarro, gripes, sinusites, tensão nervosa, depressão, insônia, vertigens, cistites, enxaquecas: coloque 2 colheres de flores em 1 xícara de álcool de cereais a 60%.Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café) diluída em um pouco de água, 2 vezes ao dia. Pode também adicionar este preparado à água de banho.Faça banho de imersão por 20 minutos.
Asma, bronquite, tosses, catarro e gripes:
Decocção: ferver por 2 minutos, em um litro de água, 60g de sumidades floridas de alfazema. Filtrar e beber o líquido de 4 a 6 xícaras ao dia.
Infusão: colocar em infusão, por 5 minutos, 5 g de flores de alfazema em uma xícara de água fervente. Adoçar com mel e beber. Repetir a dose 4 vezes ao dia.
Cansaço:
Óleo de alfazema:
em um recipiente, colocar 3 quartos de litro de um bom azeite e um punhado de flores frescas de alfazema. Fechar bem o recipiente e colocá-lo em um lugar fresco onde deve ser deixado por cerca de 20 dias. Filtrar o óleo sobre um tecido de linho. Pingar algumas gotas do óleo sobre um torrão de açúcar e deixar derreter lentamente na boca. Também algumas gotas de essência de alfazema sobre as têmporas e pulsos dará um grande alivio àquele que se sente cansado por excesso de trabalho ou por uma vigília prolongada.
Contusões:
Alcoolato de alfazema: colocar em infusão, por 15 dias, 50 g de flores de alfazema em 1 litro de álcool. Filtrar o líquido e colocá-lo em um vidro provido de tampa em esmeril. Contra as contusões, friccionar suavemente com um pouco de líquido para aliviar as dores e fazer desaparecer a inflamação.
Fricções
Verter na palma da mão algumas gotas de essência de alfazema e friccionar a região contundida. A essência de alfazema encontra-se à venda em farmácias especializadas.
Diurético:
Colocar por cinco minutos 5g de flores de alfazema em uma xícara de água fervente. Filtrar e beber 3 xícaras ao dia.
Estômago(má digestão)
Óleo de alfazema, vide cansaço. Pingar algumas gotas do óleo de alfazema em um dedo de água ou um torrão de açúcar para tomar após a refeição.
Alcoolato de alfazema, vide contusões. No álcool empregado para uso interno, certificar-se ser álcool de cereais, próprio para consumo. Antes de cada refeição, beber dois dedos de água na qual foram diluídas alguma gotas de alcoolato de alfazema.
Excitação nervosa:
Infusão: em uma xícara de água quente, colocar em infusão uma pitada da mistura obtida com: 30 de flores de alfazema, 10g de camomila, 5g de hipérico, 5g de lúpulo, 5g de raiz de valeriana. Filtrar o líquido e beber antes de deitar-se.
Inalação: em uma tigela com água fervente e esfumaçante colocar algumas gotas de essência de alfazema, colocar a cabeça sobre o recipiente, tendo à testa uma toalha. Aspirar profundamente os vapores.
Faringite:
Decocção: ferver por dois minutos 40g de flores de alfazema em 1 litro de água. Filtrar o líquido ainda morno. Tomar de 4 a 6 xícaras ao dia.
Feridas:
Desinfetante: a falta de um desinfetante alcoólico pode ser suprida, momentaneamente, com alguma gotas de essência de alfazema vertidas sobre a ferida.
Hemicrania,vertigens:
Ver cansaço.Tomar seis ou sete gotas muitas vezes ao dia. Contra as vertigens, algumas gotas em pouca água.
Insônia:
Alcoolato de alfazema: ver contusões. Pingar algumas gotas de alcoolato em um torrão de açúcar e deixar derreter na boca.
Decocção: ferver uma pitada de alfazema em uma xícara de água. Filtrar,adoçar e beber antes de deitar-se.
Infusão:
ver excitação nervosa. Uma ou duas xícaras antes de deitar-se.
Laringite,coqueluche e tosse:
Infusão: colocar 50g de flores de alfazema em um litro de água fervendo. Filtrar e beber de 4 a 5 xícaras, adoçadas com mel, durante o dia.
Nevralgia:
Óleo de alfazema:
ver cansaço. Algumas gotas de óleo sobre um torrão de açúcar. Deixar derreter na boca.
Infusão:
misturar as seguintes ervas: 20g de flores de alfazema,60 g de flores de prímula medicinal e 20g de flores de camomila. Colocar 5g desta mistura em uma xícara de água fervente e deixar repousar por meia hora. Filtrar e beber em seguida. A dose deve ser repetida de 2 a 3 vezes ao dia.
Corrimento vaginal,prurido vaginal,sarna,piolho: coloque 2 colheres(sopa) de flores em 1 xícara (chá) de vinagre branco. Deixe em maceração por 3 dias e coe. No caso de pruridos e corrimento vaginal,adicione 2 colheres(sopa) à água de banho. Faça banho de assento 1 vez ao dia. Para piolhos aplique no couro cabeludo, com ligeira massagem, deixando agir por 2 horas. Em seguida enxágüe e passe o pente fino. Para sarnas, aplique com um chumaço de algodão.
Escaras de decúbito, queimaduras, picadas de inseto, afecções da pele(eczemas,dermatites e psoríases):
Em 1 xícara(chá) coloque 2 colheres (sopa) de flores e adicione óleo de cozinha. Leve ao fogo, em banho-maria, por 1 hora. Espere amornar e coe. Aplique nos locais afetados, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.

Contra-indicações:
seu uso dentro das doses preconizadas não tem contra-indicação. Nas mulheres grávidas deve-se evitar o uso em doses altas por ser estimulante uterino.

Uso culinário:
conta-se como curiosidade que uma rainha inglesa gostava de conservas condimentadas com alfazema. Pode-se também fazer um vinagre de alfazema, macerando-se alguns caules da alfazema em vinagre branco por 3 semanas. No Marrocos suas flores são usadas numa mistura de especiarias em pratos finos.

Para empregos caseiros:
Água de colônia anti-séptica:
deixar macerar, por vinte dias, 60g de sumidades floridas de alfazema em 1 litro de álcool de cereais a 60º. Filtrar e conservar a água-de-colônia em vidro fechado. Além de ser utilizada para fricções sobre o corpo, após o banho, serve também para desinfetar as mãos e banhar as têmporas e as narinas após ter-se estado próximo a um doente atingido por uma moléstia infecciosa, ou quando se está cansado e acalorado.
Água de alfazema n° 1:
misturar os seguintes ingredientes: 200g de álcool a 80º,10g de essência de alfazema,1 g de essência de cravo, 2g de essência de citronela, 5g de essência de bergamota. Deixar em maceração por vinte dias, filtrando em seguida e conservando o líquido em garrafa.
Água de alfazema nº 2:
misturar os seguintes: 1 litro de álcool a 80º, 8g de essência de alfazema, 5g de essência de cedro, 8g de essência de bergamota, 3g de essência de benjoim, 15g de alcoolato de melissa. Após vinte dias,filtrar o líquido e conservá-lo em garrafa.
Banho perfumado:
misturar 150g de bicarbonato de sódio, 100g de ácido tartárico, 25g de amido de banho, 100g de óleo de amêndoa, 10g de essência de alfazema, 5g de essência de bergamota. Misturar todos os ingredientes e conservar a pasta em um vidro. Usar uma colherinha para cada banho.
Saquinhos perfumados para a roupa branca:
misturar todos os ingredientes após tê-los triturados até reduzi-los a p: 25g de sementes de lírio germânico, 30g de pétalas de rosa secas, 7 g de canela, 10g de cravo. Distribuir a mistura em saquinhos e colocar em gavetas, no meio da roupa, ou pendurar nos armários.
Sais aromáticos de alfazema:
escolher um vidro com tampa esmerilhada, preenchendo-o com carbonato de amônia em grãos. Adicionar depois uma solução composta de 3 gotas de essência de rosas, 2 gotas de essência de cravo, 1 gota de essência de canela, 3 gotas de essência de bergamota. A solução deve preencher os interstícios entre as paredes do vidro e os grãos de sal.